GOLPE DESMORALIZOU INSTITUIÇÕES
A uma semana no dia 06/12, o povo do nosso querido estado de Minas Gerais e também todo o país, foi pego de surpresa com a condução coercitiva de reitores e membros da alta cúpula da Universidade Federal de Minas Gerais, realizada pela Polícia Federal através da Operação "Esperança Equilibrista" que apura um desvio de R$ 4 milhões em recursos públicos para a construção do Memorial da Anistia Política do Brasil (MAP). Foram levados a prestar depoimento, de forma constrangedora e ilegal, o reitor Jaime Arturo Ramirez, a vice-reitora Sandra Regina Goulart Almeida, o presidente da Fundação de Desenvolvimento e Pesquisa (Fundep), Alfredo Gontijo de Oliveira, as ex vice-reitoras Rocksane de Carvalho Norton e Heloísa Gurgel Starling e duas funcionárias da Fundep, Silvana Coser e Sandra Regina de Lima.
Diversos setores da sociedade, sobretudo os mais progressistas, analisaram a condução dessas pessoas a PF com muita tristeza e revolta, e com toda a razão, pois a condução coercitiva trata-se basicamente do ato de se levar determinada pessoa ou um grupo, que faça parte direta ou indiretamente de algum processo judicial, a depor de forma forçada em alguma instância judiciária. Mas esse tipo de ação só deve ser realizada no último caso, quando a pessoa em questão após receber uma intimação ou ordem de comparecimento para conceder os devidos esclarecimentos, ignorar esse chamamento e se recusar a comparecer, caso contrário esse ato se torna uma verdadeira bárbarie e uma prática completamente ilegal e constrangedora, principalmente quando se trata de uma figura pública, ou representantes de intituições. A Polícia Federal deveria ter enviado intimação judicial a essas pessoas para que prestassem depoimento na forma da lei, e não serem submetidas a esse espetáculo que fere o estado democrático de direito.
A UFMG, é uma das maiores e mais respeitadas universidades de ensino do país, e sempre é apontada como referência na formação universitária, o que nos leva a ter convicção de que essa operação ilegal que foi realizada, tem outros objetivos estratégicos, e não a necessidade de se combater corrupção. A verdade nua e crua é que sempre os órgãos jurídicos foram utilizados por setores burgueses para promover uma luta política desigual e alcançar seus planos malignos de uma maneira mais fácil, mas isso era realizado ocasionalmente em situações muito raras, mas após o golpe de estado aplicado no país de forma mais efetiva, que se dá no impeachment ilegal contra a maior autoridade nacional, isso se tornou uma prática comum e corriqueira, pois a facilidade em se atacar o poder central da República, feriu de morte e derreteu as intituições públicas e desmoralizou a relação entre os Poderes, que passaram a ignorar totalmente a lei e brigar entre si, levando a nação ao caos.
O golpe de estado, que ainda estamos vivendo no Brasil, tem objetivos e metas muito claras, e um dos desejos principais dos golpistas é sem dúvida, vender o país e promover uma destruição do estado, passando todo nosso patrimônio a iniciativa privada, e um dos setores que mais atrai os capitalistas é justamente a educação e formação técnica e universitária, e desmoralizar essas instituições e seus reitores e membros, com base em supostos atos de corrupção, é fundamental para facilitar a venda desses órgãos públicos, pois cai o preço e se aumenta o interesse de setores estrangeiros, pois pagariam menos e lucrariam mais, como bem avaliou a presidenta Dilma Rousseff esta semana em Minas Gerais.
O plano golpista para a educação não passa de acabar com o ensino público e deixar essa área tão importante para o nosso desenvolvimento, além de ser um direito de todos e não uma mercadoria, nas mãos do capitalismo internacional, impedindo que os mais pobres possam adentrar numa universidade, pois eles só pensariam no lucro e cobrariam taxas altíssimas para quem quiser estudar e se formar, o que não pode acontecer. A UFMG é muito importante e garante atráves de políticas públicas e subsídios do governo, uma democratização do ensino, levando pessoas de baixa renda a se formarem e melhorarem de vida.
Temos que denunciar esse plano, lutar contra o golpe de estado que dá espaço para que isso ocorra, porque uma ruptura democrática produz atitudes autoritárias, e exigir que a lei seja cumprida e cada cidadão tenha seus direitos respeitados e não sejam tratados dessa forma absurda como aconteceu a esses reitores. Se existe corrupção, ela deve ser apurada por meios legais e não ser utilizada para se fazer política e destruir o respeito as pessoas e as nossas instituições e muito menos se tornar uma desculpa para desvalorizar patrimônios do nosso povo e favorecer o mercado e grupos políticos. Todo nosso apoio a essas vítimas da UFMG.

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