PIB TRIMESTRAL CAI 0,7%
A Fundação João Pinheiro (FJP), divulgou na última quinta-feira (14), os dados do terceiro trimestre do ano para o Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais, que representa a soma de tudo o que foi produzido e comercializado pelo estado. Após um crescimento de 1,4% no segundo trimestre, o que alimentou uma esperança de recuperação econômica, o resultado desta vez não agradou em nada, pois o PIB de Minas Gerais apresentou uma retração 0,7% em relação ao segundo trimestre, contudo o acumulado do ano é de 0,1%. De acordo com o IBGE, no Brasil houve uma variação positiva de 0,1% no trimestre.
AGROPECUÁRIA
O setor agropecuário apresentou mais uma vez um grande resultado negativo, retrocedeu cerca de 8,4%, no Brasil a queda foi de 3,0%.
SERVIÇOS e INDÚSTRIA
De acordo com o levantamento, os dois setores apresentarem um crescimento muito pequeno, 0,7% os serviços e 0,2% a indústria.
No caso da indústria de transformação, pelo terceiro trimestre seguido apresentou um crescimento interessante, mas ainda longe do ideal, em relação ao segundo trimestre o crescimento foi de 1,4%.
A indústria de energia e saneamento apresentou melhora, sobretudo na geração hidroelétrica, e tende a melhorar no próximo trimestre por causa das chuvas nesse final de ano. A extração mineral, setor muito conhecido no nosso estado, cresceu 0,1% no último trimestre.
No agrupamento de outros serviços tivemos um resultado positivo de 0,8% e nas áreas de transporte e comércio cerca de 1,3%.
CONSTRUÇÃO CIVIL
A Construção Civil que é um setor importantissímo para o estado e o país, apresentou uma queda terrível de 1,5%, o que já era de se esperar por causa das reduções de investimentos dos governos federal e estadual, o que deveria ser explorado nesse momento para gerar empregos diretos e indiretos a curto prazo, e contribuir no combate a crise econômica produzida por setores estrangeiros e pelos golpistas.
PIB ACUMULADO DO ANO
O PIB geral nos nove meses, de janeiro a setembro, cresceu 0,1% em Minas Gerais. No Brasil o crescimento foi de 0,6%. Crescimentos pífios, muito aquém dos resultados que temos capacidade de atingir, mas pelo menos não temos uma queda do PIB nominal.
O setor de serviços foi muito importante para o crescimento do PIB estadual, atigindo 0,6%, principalmente por conta dos subsetores de transporte (0,9%) e comércio (1,2%). A indústria caiu cerca de 1,4%, já os subsetores de extração mineral cresceu 6,7%, e a energia e saneamento e a construção civil tiveram quedas brutais de 4,4% e 7,7%, respectivamente.
A agropecuária caiu 2,8%. A queda na produção de leite e café foram determinantes para a retração.
A indústria de transformação mineira cresceu 0,1%, apresentando aumento na produção nos nove meses do ano em relação ao mesmo período, nos segmentos de: produtos têxteis (12,8%), produtos do fumo (2,9%), máquinas e equipamentos (7,4%), bebidas (2,4%), veículos automotores (2,9%), produtos alimentícios (0,8%), e caiu na metalurgia (-2,7%), produtos químicos (-3,6%), minerais não-metálicos (-2,0%), produtos de metal (-1,8%), refino de petróleo e o biocombustíveis (-1,3%), fabricação de celulose e produtos de papel (-1,2%).
PIB EM DADOS FINANCEIROS
O PIB mineiro no terceiro trimestre apresentou o valor de R$ 143,6 bilhões.
Ou seja, é muito dinheiro apesar da queda de arrecadação, precisamos diminuir o déficit público no orçamento e rever os juros pagos aos banqueiros. A política do golpe de estado destruiu nossa economia e devemos voltar a investir para impulsionar o crescimento que Minas pode apresentar, pelo seu pontencial turístico, agropecuário, indústrial, comércial e alimentício.
Contudo Minas Gerais, apesar da dificuldade para pagar até mesmo o salário de servidores, está em uma situação um pouco melhor do que os demais estados, principalmente na geração de empregos.